terça-feira, 14 de setembro de 2010

Meus pais mais velhos

As vezes a saudade invade na madrugada. Ontem mesmo andei por cada canto da casa da Rua Nova, que hoje para mim é velha de lembranças de uma mãe que não está mais aqui. Tia Regina e suas manias, seu andar lá pelas seis e o pão quentinho antes de ir para o colégio. A bicicleta já lá fora, a saia engomada. O tempo vai levando eles de mim. Esse ano se foi meu avô, meu querido avô. Não consigo engolir o choro da viagem mais demorada da minha vida para ter a certeza do que estava consumado. Um último beijo, sem o calor de suas mãos, sem qualquer palavra de amor que me garantisse que a casa não ficaria vazia. Saudade dói.

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