Incredulidade nas reações, nas respostas, em mim. Vejo passar pela minha frente momentos raros e reclamo, e por outros segundos dou valor por reconhecer que pode ser que jamais ocorram outros parecidos. Estou deixando o que tem de pior das situações me cegar. A dor de um passado, a inconstância do futuro e o presente absurdo. Família.
Amanhã se passará os mesmos sentimentos do abandono, da saudade, do corpo a corpo diário ausente, nesse lugar diferente que hoje estou. Já sou daqui, e se não houver oportunidades, para lá não voltarei. Assim mamãe diz. Mas sou de qualquer lugar, aprendi as mil facetas com a vida que fui jogada para levar. Lições de vida sem reconhecimento próprio. Acho que para quem vive os fatos são considerados normais depois das tempestades, e para quem não vive os mesmo fatos são fantásticos em um momento e logo esquecidos no próximo.
Saber quem eu sou? Não quero mais.
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